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Série Autoimunes: Conclusões

Com mudanças simples sua vida pode ser melhor e com mais qualidade. Compreenda

Destacamos a importância de se manter sempre o intestino saudável, porque ele é considerado um dos órgãos mais importantes. É nele que ocorre a absorção dos nutrientes dos alimentos _ intestino delgado e a água _ intestino grosso.
No intestino existem em suas paredes internas existem vilosidades que aumentando a superfície de absorção, além de uma microbiota ativa, também conhecida como flora intestinal. É ela a responsável por selecionar o que é bom para o organismo e o que pode ser descartado. Desempenha um papel fundamental no processo de nutrição e, também forma uma camada de defesa contra a invasão de microorganismos causadores de doenças[1].

Quando não seguimos uma dieta equilibrada agredimos o intestino. Isso pode desencadear desde desconfortos intestinais, alergias e uma série de distúrbios. Intestino saudável está diretamente ligado ao equilíbrio do sistema imune. Existem estudos que citam “Evidências recentes para apoiar um conceito emergente em que os distúrbios na microbiota bacteriana resultam em desregulação imunológica que pode estar subjacente a distúrbios como a doença inflamatória intestinal[2].”

No caso do glúten, por exemplo, observamos que ele é um fator de impacto para determinadas autoimunes, tais como a doença celíaca e Crohn, decorrentes da sensibilização causada pelo seu consumo.

É preciso deixar claro que há diferenças entre alergia (doença celíaca) e intolerância. No caso do Celíaco além do risco de ingerir diretamente o glúten, há ainda o que chamamos de “contaminação cruzada”. Ela ocorre da seguinte forma: um determinado alimento que, embora não contenha glúten, possa ter tido algum contato com o ingrediente – seja numa superfície de preparo da comida, ou no ambiente. O cuidado de um celíaco é extremamente maior, porque com ele ocorre um processo alérgico, mais grave do que a intolerância ao glúten.

Lembremos que o trigo de ontem não é o mesmo de hoje. O que consumimos atualmente é acrescido de glúten.

Estudos científicos vêm mostrando que existem indivíduos sensíveis ao glúten, porém, não possuem a doença celíaca[3]. Citamos como exemplo casos de pacientes que já foram ao reumatologista sentindo dores articulares e que nada foi constatado em exames. Isso pode ser indício de sensibilização ao glúten. E se essa exposição for longa, pode ativar genes de doenças até então, “adormecidos”.

Ao deixar de comer glúten não desenvolveremos doença celíaca. Esta só se manifesta em presença do glúten. O que acontece é que nesse período promovemos a dessensibilização do intestino. Se você volta a ingeri-lo meses depois é como se estivesse tendo contato pela primeira vez e o impacto é grande. Se insistir na ingesta, o organismo voltará a ter os mesmos sintomas de antes porque já existia uma intolerância anterior e não era levada em conta.
Diferente do alérgico, que ao comer alimentos a base de glúten passa mal imediatamente, o indivíduo sensibilizado pode manifestar a sintomática de 2 a 5 dias depois. Por isso, muitas vezes não associamos uma dor de cabeça, uma dermatite e desconforto gastrointestinal com aquele pão, pizza ingerido há 4 dias atrás.

Essa sensibilidade é um processo inflamatório intestinal, não chega a atrofiar mucosas dos enterócitos como acontece no doente celíaco, mas esses estão sendo lesionados. Isso gera uma alteração na absorção dos nutrientes. Lembrando que isso não é caracterizado como doença celíaca, mas alterações no trato intestinal.

Mas o que podemos tirar de proveito de todos esses estudos?

Cuide bem do seu intestino! Mas como? Alimentando-se de forma saudável. Deixando de lado alimentos ultra processados, industrializados, cheios de aditivos químicos que em nada contribuem para o bom funcionamento intestinal. Suspenda o consumo de glúten por 30 dias e veja se ocorrerá diminuição ou extinção de incômodos. Caso ocorra, procure orientação médica e nutricional para melhor avaliar o caso.

Com mudanças simples sua vida pode ser melhor e com mais qualidade!

Leia também:

Introdução
Alimentação e autoimunes
Doença Celíaca
Lúpus
Doença de Chron
Tireoidite de Hashimoto
Diabetes Tipo 1

 

Referências
[1] Zoetendal EG, Vaughan EE, de Vos WM. A microbial world within us. Mol Microbiol. 2006;59:1639-50.
[2] Round JL, Mazmanian SK. The gut microbiota shapes intestinal immune responses during health and disease. Nat Rev Immunol. 2009;9:313-23
[3]High Proportions of People With Nonceliac Wheat Sensitivity Have Autoimmune Disease or Antinuclear Antibodies. Carroccio, Antonio et al. Gastroenterology , Volume 149 , Issue 3 , 596 – 603.e1

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