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Leite: entenda a relação com as autoimunes

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O leite pode ser um alimento tão inflamatório quanto o glúten. Sendo assim, pode ativar o gatilho de algumas doenças, inclusive autoimunes.

Aproximadamente 70% de adultos têm algum sintoma de intolerância após consumir leite de vaca ou derivados. A intensidade dos sinais depende da quantidade do alimento ingerido e de quanta lactose cada pessoa é capaz de suportar, ou seja, elas podem aparecer logo após a ingestão do leite ou depois de horas, até dias. Os sintomas típicos ficam entre dores abdominais, sensação de inchaço no corpo, flatulência, diarreia e vômitos. O organismo rejeita o alimento porque simplesmente não consegue sintetizá-lo!

Mas atenção! Alguns sintomas podem não estar relacionados à intolerância a lactose. Alergia à caseína, síndrome do intestino irritável, doença celíaca, doença de Crohn, colite ulcerativa, alergias alimentares diversas e endometriose estão entre às disfunções que apresentam um quadro de sintomas similar ao da intolerância à lactose.

Portanto, aqui vão duas valiosas dicas: se você suspeita de intolerância ao leite, deixe de consumi-lo por uma semana, bem como seus derivados. Se os desconfortos desaparecerem, o motivo foi descoberto! Retire o leite por 15 dias e faça você mesmo o teste! Não se faz necessário comentários do tipo “mas é só para intolerantes” e etc. Você detém o conhecimento do seu corpo, e portanto, pode entender melhor do que ninguém os seus sinais! Importante esclarecer que a intolerância ou sensibilidade ao leite traz desconfortos, enquanto a alergia se dá por uma proteína presente no leite, que gera reações mais rápidas e se trata de algo grave.

De repente, você descobre que tem sim traços intolerantes ou que há alergia, e DEPOIS do teste – ou neste meio tempo, até é melhor – faça uma consulta com o seu médico, seu nutricionista e apresente estas melhoras! Converse com ele, Como falei na semana retrasada, se há matérias que abordam os malefícios da lactose, é mais do que recomendável que façamos essa reflexão do que consumimos.

Como tirar o leite e derivados da dieta, quando temos caso de intolerância?

Para começar, quando falamos em consumo de leite, de qual leite estamos exatamente falando?! Vamos olhar para a história, ela nos conta que nossas bisavós, tataravós (depende de sua idade) tomavam leite de vaca porque muitas tinham o animal no quintal ou obtinham a bebida por meio desta fonte. Era um leite “de verdade”. Diante desta herança de nossos antepassados, muitos perguntam se é possível optar pelo leite de vaca. Depende de como este animal é cuidado. Os anos se passaram e, infelizmente, o leite está muito longe de ser saudável. As vacas leiteiras recebem diariamente hormônios de crescimento e de simulação de gravidez para aumentar a produção de leite, bem como antibióticos para diminuir infecções provocadas pelos mais variados mecanismos e químicos a que estão expostas. Nada pior do que contaminar o próprio leite com esses materiais!

A indústria oferece vários tipos de leite. Atentemos a um deles: o lac-free. Quero dizer que não existe leite totalmente sem lactose! O que existe é algum tipo de leite semidesnatado, em que ocorre a adição de enzima lactase que, por algumas manobras burocráticas conseguiu o rótulo de lac-free.

Hoje muitas são as opções para escolhermos para beber. Se você decide consumir o leite, seja assumindo que é porque de alguma forma “gosta”, não porque precisa, ou é bom para sua saúde! Sem mimimi, é hora de dar um chega pra lá na “bebida mugida”

”Ué, mas ele não é essencial?” Bom, vou explicar: o corpo humano é incapaz de absorver o cálcio do leite da vaca, pois ele também eleva o ácido do Ph. Isso implica na proteção do próprio corpo, que usa o cálcio que já temos para combater o ácido altíssimo do leite. Ou seja, perdemos cálcio e não o ganhamos! Ao contrário do que a maioria pensa, o leite causa mais prejuízo do que benefício à saúde. Podemos exemplificar com os problemas respiratórios (rinite, bronquite, asma e sinusite) que são comumente associados ao consumo desses alimentos. Prisão de ventre, gastrite, amidalite, cansaço, dores de cabeça, enxaqueca, dermatites e acne também são sintomas frequentes! Esse alimento contém proteínas muito alergênicas, que são difíceis de serem digeridas e que provocam uma alergia denominada tardia, devido ao aparecimento dos sintomas após 3 dias à ingestão do leite e/ou derivados. Essa reação alérgica causa uma inflamação no nosso organismo e sabe o que isso provoca? Doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e outras que têm caráter inflamatório. Ou seja, quanto mais você ingere o leite e derivados, mais as chances de contrair um desses males aumentam! Foi provado que o leite pode aumentar as perdas de cálcio nos ossos e que o corpo humano é incapaz de absorver o cálcio do leite da vaca. O leite maximiza a acidez do Ph do corpo humano, que por sua vez desencadeia uma correção biológica natural. Resultado: já que o maior armazém de cálcio do corpo é o esqueleto, adivinha quem supre as carências de cálcio geradas pelo consumo de leite? Sim, o cálcio de nossos ossos! Uma vez expelido dos ossos para equilibrar o pH, o cálcio é expulso pela urina, causando um efeito surpreendentemente contrário ao que é vendido pelas indústrias leiteiras!

Outro fato: surpreendentemente o leite está longe de ser “a” fonte de cálcio, pelo contrário, o corpo humano é incapaz de absorver este nutriente do leite da vaca e também ficou provado que o leite pode aumentar as perdas de cálcio nos ossos.

Vários estudos epidemiológicos têm associado o consumo de leite bovino à diabetes tipo 1 (DT1) em especial quando a exposição a este alimento se dá nos primeiros meses de vida. A evidência parece ser consistente, uma vez que várias revisões da literatura confirmaram esta relação (em especial quando a exposição é precoce e quando os indivíduos apresentam os haplotipos HLA susceptíveis). Foram propostos alguns mecanismos para explicar esta associação, como é o caso da proteína presente no soro de leite bovino, mas não existente no soro de leite humano, que pode ter uma adaptação molecular com a proteína humana glicodelina, pois o consumo precoce de leite bovino (numa altura da vida em que a permeabilidade intestinal está aumentada) poderia resultar na produção de anticorpos contra esta proteína humana, que é responsável pela modulação dos linfócitos T e como tal, em crianças geneticamente predispostas, levar à autoimunidade. Isso também ocorre quando se fala de uma proteína presente no soro de leite bovino (ASB), que também se adapta molecularmente entre sequências desta e de aminoácidos de proteínas próprias. Em um trabalho de 1998, verificou-se que 100% dos pacientes, recentemente diagnosticados com DT1, apresentavam anticorpos contra ASB, onde a maioria estava direcionada para um determinado péptido da ASB. Para a pesquisa, ficou sobre observação um grupo de crianças com predisposição genética para desenvolver DT1 e verificaram existir na infância uma maior resposta imunitária humoral para várias proteínas existentes no leite bovino (e presentes nas fórmulas infantis lácteas, incluindo a ASB) no subgrupo que mais tarde veio a desenvolver a doença.

Leite e alergia alimentar

Além da intolerância ao leite, que é considerada uma doença e, portanto, a pessoa entende que a lactose é um mal a ser evitado, existe também a alergia alimentar. Esta que é muito presente quando falamos no consumo do leite de vaca! Para explicar melhor, a alergia alimentar ocorre quando o organismo “dispara” uma reação defensiva ao entrar em contato com determinado alimento. A substância alergênica é, no geral, uma ou mais proteínas presentes no produto. O leite, por exemplo, é dono de mais de 20 diferentes tipos de proteínas, sendo as duas maiores vilãs a caseína e a “alfalacto albumina”! A alergia se manifesta imediatamente, logo após a ingestão desse alimento.

Podemos exemplificar com os problemas respiratórios (rinite, bronquite, asma e sinusite) que são comumente associados ao consumo desses alimentos. Prisão de ventre, gastrite, amidalite, cansaço, dores de cabeça, enxaqueca, dermatites e acne também são sintomas frequentes! Esse alimento contém proteínas muito alergênicas, que são difíceis de serem digeridas e que provocam uma alergia denominada tardia, devido ao aparecimento dos sintomas após 3 dias à ingestão do leite e/ou derivados. Essa reação alérgica causa uma inflamação no nosso organismo e sabe o que isso provoca? Doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e outras que têm caráter inflamatório. Ou seja, quanto mais você ingere o leite e derivados, mais as chances de contrair um desses males aumentam!

Alergia a proteína do leite e intolerância à lactose em crianças

Atualmente, cerca de 8% das crianças até três anos de idade possuem intolerância à lactose e é fato que o número de crianças com alergia está aumentando. Um estudo do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos mostrou que nos últimos dez anos, a alergia alimentar aumentou em 18% o número de crianças com algum tipo de alergia a alimentos. Os dados mostram ainda que, quatro em cada 100 crianças apresentam reação alérgica.

Mesmo assim, há falta de informação relacionada à intolerância e alergia à lactose, se tornando um problema apenas quando os sintomas se agravam bastante. Quando a criança é muito nova e já consome leite de vaca, algumas reações podem aparecer, e nesse caso é necessário checar com o médico e parar o consumo.

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