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Dieta cetogênica – entenda o que é

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Resgate histórico: a origem

Em 1924, o Dr. Russell Wilder, da Clínica Mayo, criou o conceito de dieta cetogênica. Foi largamente utilizada no combate a crises de epilepsia, mas com a chegada de medicamentos anticonvulsivos na década de 1940, parou de ser propagada. Um exemplo bem sucedido dessa dieta foi atestado nos anos 1990 pela família do jovem norte americano Charlie Abraham, cujo nome inspirou a criação de uma Fundação homônima – a Charlie Abraham Foundation – for Ketogenic Therapies – site https://www.charliefoundation.org/

Após tentativas mal sucedidas com todos os medicamentos anticonvulsivos e até intervenção cirúrgica no cérebro, Charlie adotou a dieta cetogênica ainda na infância, por 5 anos, e até hoje, em fase universitária, permanece sem crises.

Afinal, o que é a Cetogênica?

Primeiramente é preciso compreender que a dieta cetogênica – ou cetônica – surgiu primeiramente como um tratamento para casos de epilepsia refratária em crianças – como no caso do pequeno Charlie Abraham. Hoje em dia, ela aparece como uma das opções para quem segue dietas low carb, ou seja, dietas que preconizam o consumo reduzido de carboidratos.

A cetogênica leva este nome, pois induz o corpo a um estado de “cetose”, que ocorre quando o corpo “queima” a gordura para utilizá-la como fonte de energia. Para obter a energia para as atividades do cotidiano, o corpo precisa de hidratos de carbono. Na ausência deles, ou seja, na ausência dos carboidratos, a fonte de energia passa a ser a gordura. Dessa forma, o organismo dispõe dessa gordura acumulada para reequilibrar a energia corpórea.

Ela apresenta grandes vantagens, a começar por essa rapidez e facilidade na metabolização da gordura, ou seja, a perda de peso é maior e mais rápida! Por dispor de um índice menor de proteína para gerar energia, essa proteína é revertida para o aumento da massa. As gorduras boas, principalmente as saturadas de origem animal, reduzem mais o apetite que os demais alimentos, então a sensação de saciedade é maior. A redução do teor de insulina ocasionado por essa redução de carboidrato gera resultados excelentes para pré-diabéticos ou diabéticos.

É sabido que estes nutrientes são nossa fonte primária de energia, e que eles estimulam a secreção de insulina pelo pâncreas, para que esta transporte a glicose do sangue tanto para a utilização das células, quanto para estoque de energia. Quando não há a inclusão dos carboidratos na alimentação, a o índice glicêmico sanguíneo é baixo, o que suprime a produção de insulina pelo pâncreas, obrigando o corpo a utilizar outras fontes de energia. Logo, a gordura passa a ser a fonte principal para alcançar este estado. No processo, o corpo passa a produzir corpos cetogênicos, que são a conversão de ácidos graxos advindos do fígado. Quando são lançados na corrente sanguínea, passam a ser utilizados como combustíveis pelo tecido muscular esquelético e cardíaco e ainda pelo córtex da glândula suprarrenal e tecido nervoso.

Impreterivelmente deve ser prescrita por um profissional, pois trata-se de um tratamento e, assim, deve-se entender o quadro clínico do paciente antes de realizar as restrições alimentares.

Ela é composta majoritariamente por fontes de gorduras boas e proteínas. Quando acompanhada por um nutricionista, ela pode realizar a manutenção da massa magra e ajustar o percentual de gordura corporal, além de ser bastante indicada para pré-diabéticos ou diabéticos – porque controla a resistência insulínica e oferece maior eficiência da ação da insulina no corpo.

Por mudar a forma na qual o corpo consegue energia, a dieta cetogênica pode ser um pouco complicada no início e gerar alguns desconfortos – tais quais dores de cabeça e mal estar. A resistência para realizar exercícios físicos também é alterada, portanto, um modo eficaz encontrado para solucionar estes fatores é realizar esta dieta ciclicamente, ou seja, o profissional irá prescrever um pequeno ciclo de consumo de altos carboidratos, para preencher nossos estoques de glicogênio e nos oferecer energia para as atividades físicas. Como o corpo leva aproximadamente três dias para entrar ou sair da cetose, o ciclo costuma ser de seis dias nesta dieta de baixo índice de carboidratos, e um dia ingerindo muita proteína e carboidrato, mas diminuindo o consumo da gordura.

Com este tipo de alternação, o organismo é capaz de estocar carboidratos para os exercícios da semana, mas atenção! Para realizar uma dieta cetogênica cíclica saudável, é necessário ingerir proteínas de boa qualidade – frangos, peixes, ovos, carnes magras –, gorduras consideradas boas – óleo de coco, abacate e oleaginosas –, e, nos dias da ingestão de carboidratos, dar preferência ao arroz integral, batata doce, mandioca, inhame, etc.

Para aqueles que já têm um indicativo de seu médico / nutricionista para seguir este tipo de dieta, nas refeições “principais”, deve-se preconizar também a ingestão de verduras e legumes de baixo teor de carboidratos, como folhas verdes e vegetais crucíferos, para que não ocorra uma desregulação do funcionamento intestinal (problemas digestivos e constipação), portanto, durante as primeiras semanas, é importante dar atenção para o consumo destas fibras.

Para realizar uma dieta cetogênica cíclica saudável, é necessário ingerir proteínas de boa qualidade – frangos, peixes, ovos, carnes magras –, gorduras consideradas boas – óleo de coco, abacate e oleaginosas –, e, nos dias da ingestão de carboidratos, dar preferência ao arroz integral, batata doce, mandioca, inhame, etc.

Referências

Ketogenic Diet Sources 

A ketogenic diet favorably affects serum biomarkers for cardiovascular disease in normal-weight men.

Beneficial effects of ketogenic diet in obese diabetic subjects

 

 

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