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Alimentação & imunidade
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Cuidado, Açúcar!

a American Heart Association publicou a seguinte recomendação no periódico “Circulation”: “bebês e crianças com menos de dois anos não devem comer nenhum alimento com adição de açúcar e as crianças maiores devem ingerir quantidades equivalentes a no máximo 100 calorias por dia”. Leia mais.

Cuidado, Açúcar! O que estamos oferecendo às nossas crianças?

Às vésperas de entrarmos no mês da saúde do coração – conhecido como setembro vermelho – a American Heart Association publicou a seguinte recomendação no periódico “Circulation”: “bebês e crianças com menos de dois anos não devem comer nenhum alimento com adição de açúcar e as crianças maiores devem ingerir quantidades equivalentes a no máximo 100 calorias por dia” – conforme pude ler na reportagem publicada nesta manhã no jornal Folha de S. Paulo online (link: http://bit.ly/2bzXPOr). Segundo o estudo aproximadamente 1/3 deste açúcar é consumido na forma de refrigerantes e cereais adoçados – e, estas crianças americanas comem três vezes mais açucares do que deveriam. Dá pra imaginar?! Crianças e adolescentes americanos comem, em média, 19 colheres de chá de açúcar por dia?! Estamos falando de potenciais pessoas à riscos de desenvolverem doenças cardíacas, aumento de risco de obesidade e pressão arterial elevada, por exemplo.

Agora, vamos lá?! Será que isso é uma realidade apenas dos nossos vizinhos norte-americanos?! Será que apenas os pais de lá permitem que seus filhos consumam estes produtos na infância? O estudo apontou para o risco do consumo de açúcar e dá má alimentação por gestantes, que pode estar ocasionando o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) nas crianças.

Há anos oriento que a conduta é NADA de açúcar até os 03 primeiros anos de vida e, mesmo no 4º ano de idade em diante, segurar a quantidade. Primeiro ponto que sempre falamos e precisa estar fixado na mente de vocês: nos primeiros anos de vida as crianças só comem o que lhes é oferecido, ou seja, não é uma escolha que parte delas. Então, é inadmissível que nós, adultos (pais ou responsáveis, a dona tia, a dna. vovó tbem) sejamos aqueles a criar uma geração de pequenas “formigas” – que poderão se tornar adultos compulsivos por doces com a saúde afetada por conta de um hábito que lhes foi apresentado no momento da formação de seus gostos, do seu paladar. Atenção: o açúcar vicia como uma droga, como a cocaína.

Quem nunca percebeu que, ficando longe do açúcar, é possível se controlar? Basta iniciar o consumo de açúcar que automaticamente o corpo começa a pedi-lo durante o dia inteiro. Por que isso acontece? Simples. Os alimentos de alto índice glicêmico (velocidade com que os alimentos ingeridos liberam a glicose na circulação – e quanto maior o índice, maior é a carga de açúcar que esse alimento libera no sangue) são muito nocivos e, evidentemente, desencadeiam uma cascata de liberação de insulina e acúmulo de gordura. Quando ingerimos um alimento do tipo carboidrato, como macarronada, bolo de cenoura ou pizza, você tem como resposta o açúcar rapidamente elevado na sua circulação. O pâncreas rapidamente secreta insulina e coloca imediatamente esse açúcar dentro da célula – o problema é que vem junto uma série de alimentos, como gordura.  Ocorre então o pico da insulina e a glicose é jogada para baixo rapidamente, porém, a insulina se mantém elevada algumas horas após estimulo – mesmo com a glicose baixa – sendo capaz de gerar a vontade de comer carboidratos, ou seja, você come o açúcar, que por sua vez estimula a insulina, e, assim que estimulada (mesmo depois de baixar sua glicemia), esta continua alta enquanto o nível de açúcar abaixa, e ela permanecendo alta gera fome porque você começa a ter a sensação de hipoglicemia, causada pela hiperinsulinemia. (veja mais em O Ciclo Vicioso da Insulina)

A partir do momento em que a criança tem o contato com o açúcar, isso gera uma espécie de excitação, pois libera opioides cerebrais que geram sensação prazerosas, e a partir disso a criança vai querer repetir esse prazer, encontrar aquele sabor que a estimulou em todos alimentos. Dai a  dificuldade em aceitar verduras, legumes ou frutas, pois não tem a mesma resposta cerebral viciante ao degustar, assim ela logo cospe o brócolis. Parem de oferecer refrigerantes, doces, chocolates, “papinha” industrializada, e toda sorte de embutidos ofertados pela Indústria Alimentícia!

Mas Dr. o que meu filho vai comer? Alimentos frescos, naturais, de preferência orgânicos, preparados por você – adulto responsável! Tem inúmeras dicas no meu blog de como preparar uma lancheira saudável, até as demais refeições! Chega de desculpas! De doce, apenas a vida! Lembre-se, ao ensinar a criança na infância, quando adolescente ou adulta, ela poderá ter acesso ao universo dos doces, mas poderá fazer escolhas melhores, com base naquilo que você plantou dentro dela enquanto referência de alimentação quando criança! Pensem nisso!

Referências:

Criança deve comer no máximo 25g de açúcar por dia, diz Associação dos EUA (Folha de S. Paulo, dia 24/08)

Added Sugars and Cardiovascular Disease Risk in Children – A Scientific Statement From the American Heart Association

 

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