Obesidade e câncer
25 de março de 2025
Coenzima Q10 para longevidade
26 de março de 2025

A alimentação moderna e o aumento do autismo

As taxas de autismo dispararam nas últimas décadas. Estima-se que, enquanto nos anos 60 e 70 os casos eram de 2 a 4 em cada 10.000 crianças, hoje, nos EUA, 1 em cada 36 crianças é diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). Mas o que está acontecendo?

Pesquisadores descobriram uma conexão entre metabólitos de ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs) no fluido do cordão umbilical e a gravidade do TEA em crianças. O principal culpado? Altos níveis de diHETrE, um metabólito do ácido araquidônico, derivado do ácido linoleico (ômega-6).

Hoje, nossas dietas são dominadas por óleos vegetais ricos em ômega-6. O consumo de ácido linoleico passou de menos de 2% para mais de 25% do total de calorias diárias! Esse excesso, especialmente durante a gravidez, pode aumentar a produção de eicosanoides, moléculas inflamatórias que afetam o neurodesenvolvimento fetal.

Pesquisas associam altos níveis de ômega-6 na dieta materna a:
– Aumento na gravidade dos sintomas de autismo;
– Maior risco de TDAH em crianças;
– Deficiências cognitivas.

Como podemos agir?
Os especialistas sugerem uma mudança:
✅ Retorne às gorduras tradicionais, como manteiga, óleo de coco e banha, com menos PUFAs;
✅ Reconsidere o uso excessivo de óleos vegetais durante a gravidez;
✅ Priorize fontes de gorduras saudáveis e equilibradas, como peixes ricos em ômega-3, que têm efeitos anti-inflamatórios.

Ao invés de seguir cegamente as recomendações modernas que promovem óleos vegetais ultraprocessados, que tal explorar as práticas nutricionais tradicionais? A ciência está mostrando que elas podem ser a chave para um desenvolvimento fetal mais saudável.

Sua alimentação impacta as próximas gerações. Você está cuidando dela como deveria? Compartilhe este post e ajude a levar essa discussão para mais pessoas!

Ref.: DOI: 10.1111/pcn.13710

plugins premium WordPress