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TIREOIDEPublicado em 04/11/16

A tireoide de Hashimoto acontece quando anticorpos atuam contra organismos que eles detectam como sendo idênticos a proteínas normalmente alergênicas que nós consumimos, como é o caso do glúten e da lactose (devido semelhança) que “lutam” contra a glândula da tireoide, atacando-a. Trata-se de uma doença autoimune e também é conhecida como: também é conhecida como tireoidite linfocítica crônica.

A presença de anticorpos contra a tireoide faz parte do seu diagnóstico e sua presença tem forte componente genético. Esses anticorpos provocam a destruição da glândula ou a redução da sua atividade, o que normalmente  pode levar ao hipotireoidismo por carência na produção dos hormônios T3 e T4. Quando detectado precocemente, como já fiz em alguns casos aqui no Instituto, é possível fazer com que haja redução dos anticorpos, e assim minimizem ou não ataquem a tireoide. Se estiver em um quadro inicial pode ocorrer o hipertireoidismo, pois como há destruição das células tireoidianas, há grande liberação dos hormônios, e esses em grande quantidade, podem causar o hipertireoidismo inicial (muitos sequer tem essa sintomatologia e não percebem essa fase), mas logo se torna hipotireoidismo, pois começam a faltar células e hormônios com sua destruição! Alguns casos passam pela Tireoidite de Hashimoto sem nunca ter evoluído com hipotireoidismo. A doença parece ser mais comum em algumas famílias, o que pode indicar um fator genético. Acomete também mais as mulheres do que os homens, e sua prevalência aumenta à medida que as pessoas envelhecem. Como não existem sinais e sintomas “típicos” da tireoidite de Hashimoto, a doença tem uma evolução lenta e só é possível detectar que você está com alguma coisa quando o hipotireoidismo está instalado. Dentre esses sintomas, está o cansaço excessivo, a depressão, a pele seca e fria, a prisão de ventre, diminuição da frequência cardíaca, decréscimo da atividade cerebral, voz mais grossa, mixedema (edema duro no pescoço), diminuição do apetite, sonolência, reflexos mais vagarosos, intolerância ao frio, ganho de peso, cãibras e alterações na menstruação e na potência da libido dos homens. Com a progressão da doença, os sintomas se agravam e a pessoa se sente cada vez mais cansada e com menos energia, apresentando também o aumento do tamanho da tireoide e, consequentemente, a formação do bócio.

O tratamento quase sempre é longo e exige a dosagem do nível dos hormônios algumas vezes por ano, quando necessário. Os portadores da tiroidite de Hashimoto podem se beneficiar ao retirar o glúten e a lactose da dieta, incluindo produtos que contenham vitamina D e B, além da suplementação de selênio (150 mcg). Atenção a uma dieta rica em fibras, com baixo teor de gordura, porque as fibras absorvem a água, acelerando o transporte alimentar pelo sistema gastrointestinal. Isso poderá reduzir a exposição a toxinas. A fibra também se liga à gordura e ao colesterol, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares. Uma dieta hipolipídica pode ajudar a controlar o colesterol do paciente com Hashimoto, que pode significar um melhor estado de saúde geral. Pelo fato do paciente apresentar comprometimento imunológico, uma dieta de alta qualidade é fundamental para a manutenção da saúde. Uma dieta rica em fibras deve incluir mais de 25 gramas de fibra por dia. Ela deve ser tanto insolúvel (não se dissolve em água) e solúvel (dissolve-se na água). Essa dieta geralmente inclui uma grande variedade de frutas e legumes com cascas, quando possível. Outros alimentos ricos em fibras incluem as frutas secas, feijão, nozes, cereais e produtos integrais. Uma dieta hipolipídica, com baixo teor de colesterol, significa que os pacientes com Hashimoto devem controlar as calorias, comendo apenas o suficiente para manter um peso saudável. Além disso, as gorduras de origem vegetal, tais como as do azeite, devem ser priorizadas sobre a manteiga e outras gorduras animais. O colesterol e sal também devem ser limitados! Fiquem atentos, continuarei falando sobre doenças autoimunes nesta semana!

Um artigo publicado em 2015 pela University Health News confirma que glúten e laticínios são os alimentos que mais devem ser evitados na dieta. Isso porque eles elevam a permeabilidade intestinal, perturbam o equilíbrio das bactérias intestinais saudáveis e contribuem para o desenvolvimento da tireoidite de Hashimoto. De acordo com a publicação, as pessoas com tireoidite de Hashimoto são mais suscetíveis a ter doença celíaca. O papel de glúten na doença de Hashimoto estaria ligado ao fato de que, uma proteína encontrada no trigo, centeio e cevada, gera o aumento da permeabilidade intestinal.

O texto relata ainda que Dr. Alessio Fasano, diretor do Centro de Pesquisa Celíaca do Massachusetts General Hospital (EUA), afirma que a permeabilidade intestinal, ou seja, o “intestino solto”, é um dos três fatores presentes para a ocorrência de doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto. A predisposição genética e as causas ambientais também estariam envolvidas. O especialista estima que o principal gatilho para o desenvolvimento de distúrbios autoimunes pode ser o glúten e que quando ele é eliminado, é possível prevenir ou paralisar a ação dessas doenças.  De acordo com o Dr. Fasano, quando as junções apertadas da parede do intestino são expostas ao glúten, a inflamação permanece e isso afeta ainda mais a barreira intestinal, permitindo o vazamento de moléculas maiores. Isto provocaria uma reação inflamatória e, consequentemente, imunológica. Uma substância presente no glúten, a gliadina, faz com que o sistema imune ataque não apenas o glúten na corrente sanguínea, mas também a glândula tireoide, por haver semelhanças entre os fragmentos da gliadina e os peptídeos associados à tiroide.

Ou seja, você adoece por conta do que ingere! Remova os alimentos inflamatórios, aumente o consumo de oleaginosas, inclua produtos que contenham vitamina D e B, além da suplementação de selênio (150 mcg). Tenha uma dieta rica em fibras, tanto insolúveis quanto solúveis. Isso é sinônimo de grande variedade de frutas e legumes com cascas, quando possível. Outros alimentos ricos em fibras incluem as frutas secas, feijão, nozes, cereais e produtos integrais. Uma dieta hipolipídica, com baixo teor de colesterol, significa que os pacientes com Hashimoto devem controlar as calorias, comendo apenas o suficiente para manter um peso saudável. Além disso, as gorduras de origem vegetal, como no azeite extravirgem, devem ser priorizadas.  Essas medidas ajudam a manter a boa saúde, seja na prevenção quanto no tratamento.

Sinais e sintomas

Como não existem sinais e sintomas “típicos” da tireoidite de Hashimoto, a doença tem uma evolução lenta e só é possível detectar que você está com alguma coisa quando o hipotireoidismo está instalado. Dentre esses sintomas, está o cansaço excessivo, a depressão, a pele seca e fria, a prisão de ventre, diminuição da frequência cardíaca, decréscimo da atividade cerebral, voz mais grossa, mixedema (edema duro no pescoço), diminuição do apetite, sonolência, reflexos mais vagarosos, intolerância ao frio, ganho de peso, cãibras e alterações na menstruação e na potência da libido dos homens. Com a progressão da doença, os sintomas se agravam e a pessoa se sente cada vez mais cansada e com menos energia, apresentando também o aumento do tamanho da tireoide e, consequentemente, a formação do bócio.

O tratamento quase sempre é longo e exige a dosagem do nível dos hormônios algumas vezes por ano, quando necessário. Os portadores da tiroidite de Hashimoto podem se beneficiar ao retirar o glúten e a lactose da dieta, incluindo produtos que contenham vitamina D e B, além da suplementação de selênio (150 mcg). Atenção a uma dieta rica em fibras, com baixo teor de gordura, porque as fibras absorvem a água, acelerando o transporte alimentar pelo sistema gastrointestinal. Isso poderá reduzir a exposição a toxinas. A fibra também se liga à gordura e ao colesterol, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares. Uma dieta hipolipídica pode ajudar a controlar o colesterol do paciente com Hashimoto, que pode significar um melhor estado de saúde geral. Pelo fato do paciente apresentar comprometimento imunológico, uma dieta de alta qualidade é fundamental para a manutenção da saúde. Uma dieta rica em fibras deve incluir mais de 25 gramas de fibra por dia. Ela deve ser tanto insolúvel (não se dissolve em água) e solúvel (dissolve-se na água). Essa dieta geralmente inclui uma grande variedade de frutas e legumes com cascas, quando possível. Outros alimentos ricos em fibras incluem as frutas secas, feijão, nozes, cereais e produtos integrais. Uma dieta hipolipídica, com baixo teor de colesterol, significa que os pacientes com Hashimoto devem controlar as calorias, comendo apenas o suficiente para manter um peso saudável. Além disso, as gorduras de origem vegetal, tais como as do azeite, devem ser priorizadas!