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abelhas e agrotóxicos

Publicado em 10/11/16

As abelhas exercem um papel fundamental: são as polinizadoras naturais e grandes amigas da agroecologia. Dentro deste nosso assunto sobre agrotóxicos, transgênicos e as questões que envolvem riscos à saúde do ser humano e ao meio ambiente, comentei ontem sobre o impacto que tem sido observado na comunidade de abelhas devido ao uso dos pesticidas nas plantações.

Em retorno a esta colocação que salientei ontem no SNAP sobre as abelhas – que devido ao demasiado abuso de pesticidas, diversas espécies de abelhas, em especial a de cabeça amarela, estão ameaçadas de extinção. Percebo que muitos de nós aceitamos a tecnologia e esquecemos da nossa essência oriunda da natureza. Ao perceber este eminente risco que paira sobre a comunidade de abelhas a indústria logo pensa: porque não desenvolver outras abelhas, para que sejam substitutas destas que estão desaparecendo? Me pergunto: não vale tentar a agricultura natural em lugar de usar mais e mais transgênicos? Investir em desenvolver mais agroecologia?

Estamos aceitando tudo do jeito que nos colocam? A “Matrix” está na base de tudo. A indústria quer sim transgênicos, pois há impacto na produção de novos produtos (a custos interessantes para as corporações), como aqueles à base de soja, milho e trigo – por exemplo (e a oferta é grande no mercado). Respeito os diferentes pontos de vista, mas discordo da segurança dos transgênicos. Reitero aqui: quanto tempo levou para que fossem reconhecidos os malefícios e fosse colocada à prova a segurança do consumo de determinados alimentos à saúde humana como o açúcar refinado, o tabaco, e os produtos industrializados? Observo a junção de Monsanto e Bayer: pra mim, claramente trata-se de uma corporação perigosa para a humanidade. (e falei sobre isso na ocasião no anúncio deste “casamento”. Replicarei aqui o conteúdo entre hoje e amanhã para os que ainda não leram). >> inclusive,  convido à leitura sobre a soja transgênica, que redigi há algum tempo e poderá complementar a abordagem. http://bit.ly/2fENR1e

Bom, quando mencionei a questão das abelhas – como uma das comunidades que podem estar sofrendo com o uso de agrotóxicos, tomei conhecimento de uma campanha chamada: “Sem Abelha, Sem Alimento” www.semabelhasemalimento.com.br/ (no facebook @beeornotbe) Verifiquei que valia à pena compartilhar com vocês esta movimentação em defesa das abelhas. Ela tem o objetivo de conscientizar as pessoas para a importância destes polinizadores e a necessidade de sua proteção. Há causa deste desaparecimento é derivada de multifatoriais. Pesticidas são um deles e são considerados altamente tóxicos às nossas pequenas polinizadoras. Há inclusive o acesso a uma cartilha “abelhas x agrotóxicos”.

Além disso, há indícios que tem indicado que o glifosato – herbicida mais utilizado no mundo (e no Brasil), já apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2015 como um provável cancerígeno – tem sido encontrado em altos níveis no mel. A análise foi feita pela FDA, recentemente. Confira os resultados nesta reportagem http://www.nossofoco.eco.br/agrotoxicos/glifosato-esta-contaminando-o-mel/

Leiam também: Agrotóxicos ameaçam abelhas de extinção (via RFI Brasil)