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Home > Medicinatitle_li=Nutrologia > Intestino e Parkinson: estudo aponta que órgão pode ter ligação com a doença

Publicado em 08/12/2016

intestino_parkinsonO intestino saudável é um de nossos “Quatro pilares da vida saudável”. Por ser a importância deste órgão extremamente vital, ele figura como o 1º pilar “Alimentação e intestino saudável”.

O que muitos desconhecem ou podem olhar com certa estranheza é que o intestino é responsável pela produção de aproximadamente 80% de serotonina, um neurotransmissor que atua no nosso cérebro responsável por conduzir impulsos nervosos como o humor, sono e funções intelectuais. Por isso, há quem chame o intestino de “segundo cérebro”. E, isso faz ainda mais sentido com o que apresentarei a vocês agora.

Observem que interessante: no dia 1º de dezembro foi publicado um estudo que apontou para o intestino pelo local em que se tem início a doença de Parkinson e não o cérebro, como era consolidado pela literatura médica há mais de 10 anos. O que o estudo publicado no periódico Cell (Gut Microbiota Regulate Motor Deficits and Neuroinflammation in a Model of Parkinson’s Disease) aponta é que os principais sintomas do Parkinson, como tremores e mobilidade dificultada estão conectados ao cérebro, porém, estes indicadores podem apontar um estágio já avançado da doença, estando sua origem condicionada ao intestino, por meio das bactérias presentes no órgão, que nesta primeira pesquisa foram sinalizadas como (de alguma forma ainda a se desvendar pela ciência) reguladoras do Parkinson.

O assunto foi inclusive tema de reportagem “Mal de Parkinson pode começar no intestino, não no cérebro” – publicada neste dia 6 de novembro pela Superinteressante (a foto deste post  é inclusive original desta reportagem).

Mas, o que estes achados significam? Em termos de desenvolvimento científico, os pesquisadores ainda têm muito a caminhar, mas, conforme se evoluam os estudos neste campo, a perspectiva é e de que seja possível identificar até uma década antes dos sintomas aparecerem a doença e, com isso, haver novas opções terapêuticas aos pacientes.

Para todos que já conhecem os impactos benéficos da comida de verdade, ou seja, não industrializada, embutida, com conservantes, podemos dizer que estamos num caminho certo para a manutenção da qualidade de vida e, também, da saúde do intestino.

Como abordamos recentemente, na matéria “Saúde do intestino: conheça um dos pilares da vida saudável existem milhares de espécies bacterianas que estão presentes principalmente no cólon, chamadas de “microflora bacteriana”. Para entender melhor, temos que pensar que trato gastrointestinal é estéril quando nascemos, mas rapidamente desenvolve uma microflora intestinal que pode variar de acordo com o tipo de parto, a alimentação da criança, o uso de antibióticos, a dieta e a idade.

Quando inflamado por conta de alimentos tóxicos e alergênicos, o intestino perde sua microbiota, sua flora intestinal, que é povoada por mais de 100 trilhões de bactérias. Deste modo, fica claro que a microflora intestinal é essencial para que o mecanismo de proteção trabalhe em condições ótimas: sabendo que os prebióticos e probióticos trabalham para aumentar o número de bactérias benéficas ao nosso organismo, é de vital importância que mantenhamos os níveis desses nutrientes altos em nosso corpo.

O não equilíbrio bacteriano pode acarretar em uma série de distúrbios, como a síndrome do intestino irritável, inflamação intestinal, câncer no cólon, gastroenterite e disbiose. O uso de antibióticos pode ter efeito nocivo no balanço da microflora, mas falarei sobre amanhã, assim como a disbiose, portanto fiquem atentos! Só para finalizar, quero deixar claro que a importância da microflora intestinal para a saúde e bem estar é extrema, pois assim é uma parte que devemos prestar muita atenção.

Cada pedaço do nosso corpo precisa que tenhamos atenção especial para que tudo funcione da melhor forma. Precisamos comer bem, mas eliminar melhor ainda!