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Home > Atividade Físicatitle_li=Reportagens > Fisiologia do exercício: afinal, de que se trata?

DSC_0060 Publicado em 12/12/2016

A fisiologia do exercício é a principal área da ciência do exercício. Trata-se do estudo das respostas biológicas de curto prazo para o stress da atividade física e de analisar como o corpo se adapta aos repetidos ataques de atividade física ao longo do tempo. Por meio de conhecimento científico o profissional pode avaliar como se comporta o organismo sob estresse agudo e crônico decorrente do exercício.

O fisiologista contribui para elevar o nível de aptidão do praticante, sempre de olho na saúde e qualidade de vida. É ele quem auxilia a aperfeiçoar tanto iniciantes no universo da prática de atividades quanto a atletas de alto desempenho que desejam melhorar e fazer a manutenção de suas práticas.

Tenho falado muito na importância da equipe multidisciplinar para que a pessoa possa alcançar seu melhor desempenho. Na atividade física, mais que sair por ai praticando, é preciso desvendar qual é a intensidade, rotina e meio de realiza-la. E, para trazer estes conceitos e aprofundá-los, nada melhor que o Prof. Gilberto Martinez (o Giba), educador físico e pesquisador do @InstitutoDrBarakat, que recentemente veio somar ao nosso time, na coordenação do mais novo núcleo que fundamos: o de “Fisiologia do Exercício”. Quero compartilhar com vocês também aqui por meio das redes sociais estes saberes. Afinal, conhecimento, se ficar apenas entre muros, morre, não é mesmo estrelinhas!

Prof. Gilberto esclarece que, na verdade, quando você pensa em montar um programa de treino ou entrar num programa de atividades físicas, você têm que ter parâmetros, específicos para preparar de forma que atenda às suas necessidades, sempre respeitando sua características. Estes parâmetros determinam a condição física atual de cada um, e é com esta base que o treinador irá buscar a melhor performance do indivíduo, pois tratam-se de informações de grande valia para o treino ser personalizado. Estas avaliações são feitas com tecnologias cientificamente comprovadas e aplicadas por meio de protocolos provenientes de estudos.

Neste processo devem ser levados em conta desde a anamnese geral, as medidas corporais, peso, altura, dobras cutâneas os perímetros completos e diâmetros ósseos. Com todas essas medidas, é possível criar uma proposta de composição corporal.      Fundamental é que todo o processo seja baseado em protocolos científicos!

“Existe uma análise de “bioimpedância” que é uma espécie medida indireta – vocês já devem ter ouvido o Dr. Barakat falar sobre ela”, explica o Prof. Gilberto. Com ela é possível descobrir o quanto do corpo da pessoa é gordura, o quanto é água e o que é massa muscular. “A bioimpedância mede o percentual de gordura corporal total, peso da gordura, peso da massa magra (músculo, ossos e órgãos) e a água no corpo, e indica o peso ideal para a composição corpórea”, esclarece o Prof. Gilberto.

Além da composição corporal, tem outras análises, como a avaliação antropométrica, que nós chamamos de perfil corporal. “Esse perfil corporal recebe o nome de somatometria. Sim, ela tem a ver com os somatotipos que o Dr. Barakat trouxe a vocês na última semana”, diz.

Aí vem uma análise de flexibilidade. É uma análise simples, mas também é baseada em ciência. Com banco de Wells e uma análise postural com fotos. A gente aponta os desvios posturais que a paciente tem, e aí faz os apontamentos num laudo, o que ela poderia melhorar, poderia otimizar em termos de estabilização.

Você deve estar se perguntando sobre a capacidade cardiovascular. Há uma técnica que permite avaliar o consumo de oxigênio e produção de CO2, e com isso conseguir estimar o quanto a pessoa gasta em repouso. É o mais próximo de uma análise sobre o quanto cada um pode “queimar” por dia. Para compreenderem melhor é assim: cada litro de O2, equivale a um gasto de 5 calorias aproximadamente. A cada litro de oxigênio que estou consumindo, estou gastando 15 calorias.

Se eu pego uma faixa de 10 minutos o tanto que a pessoa está consumindo de O2, devo multiplicar. Assim, se em 10 minutos ela consumiu vezes 6, dá 60 minutos. Isso vezes 24 horas (o dia). O quanto era previsto para essa pessoa? 2.055 calorias. Se ela obteve 1.968 calorias, então observo que ela quase 100 calorias abaixo do previsto. Ou seja, o metabolismo dela está lento. Isso num dia não é nada. Mas ao longo de um mês e um ano, ela vai ganhar sem fazer nada, se não tiver a intervenção de um médico, nutricionista ou exercícios, vai ganhar pelo menos 9 kg.

“Nesta imagem ilustramos a avaliação”, esclarece o Prof. Gilberto. Denominado de “Exame ergoespirométrico Limiares ventilatórios”, cujo resultado serve como base para o treinador buscar o melhor desempenho do indivíduo. Por meio da análise dos limiares, é possível identificar a intensidade do exercício em que ocorre as alterações metabólicas, dado essencial para planejar um treino com segurança e qualidade.

Com base nestes dados e demais resultados exclusivos da tecnologia coordenada por Gilberto, o treinador e/ou personal pode aperfeiçoar ainda mais o treino de cada aluno. Prof. Gilberto esclarece que no Instituto o novo núcleo de Fisiologia do Exercício tem esta missão: de contribuir para melhorar o desempenho de cada pessoa.

Crédito imagem: Núcleo de Fisiologia do Exercício/Instituto – de Carlos Franco Neto